Por Daniel Benedetti


Em 2019, após 8 anos construindo o Rock: Álbuns Clássicos, fui convidado a colaborar com o site Consultoria do Rock, fato que está sendo uma experiência incrível. Como último post de 2019, para aquele site, fiz uma lista de álbuns preferidos do ano.

Em 2019 também criei este espaço, o Alvorada Sonora, que passará a ser meu foco em 2020 e um site em que pretendo evoluir coletivamente. Nossas colunas retornarão em fevereiro, mas, enquanto isso, alguns posts vão esquentando os motores do site. Então, continue nos seguindo e fiquem ligados que vem muita coisa boa por aí.


Publicado originalmente no site Consultoria do Rock em 28/12/2019.



Embora o nome indique, esta não é uma lista de ‘melhores do ano’, mas sim de preferidos. Neste ano em que estreei nas páginas da Consultoria, foquei minha participação (principalmente no segundo semestre) em trazer álbuns de 2019 que me chamassem a atenção e alguns deles entraram para esta lista. Desta maneira, a lista somente se enfoca no gênero principal a que o site é dedicado, constituindo-se apenas em um convite aos leitores para que conheçam os álbuns.

Rival Sons – Feral Roots
O Rival Sons é, de longe, minha banda ‘nova’ preferida. ‘Nova’ entre aspas, pois eles já estão no 6º álbum de estúdio e sua evolução é permanente. Em Feral Roots, a evidente e manifesta influência do Led Zeppelin continua lá, mas envolta a outras grandes referências musicais, tais como o Soul, o Funk, o Gospel e até o Black Sabbath (ouça os riffs de “Too Bad”). E é neste caldeirão musical que Feral Roots se torna tão divertido e tão contemporâneo. Um discaço!

Tool – Fear Inoculum
Após um hiato de 13 anos, o Tool faz um retorno magistral com seu 5º álbum de estúdio, Fear Inoculum. Neste disco, a banda manda completamente às favas o imediatismo, a pressa e a superficialidade dos tempos atuais, apresentando um trabalho longo, profundo, lento e de absorção não imediata. Com faixas que normalmente ultrapassam os 10 minutos, o grupo mergulha no Progressivo, muitas vezes flertando com o Metal, oferecendo canções que fogem do trivial e abraçam o inesperado. Um disco intrigante e imperdível.

Opeth – In Cauda Venenum
Já fiz um post sobre este álbum aqui, de forma que não é necessário que me alongue demais. Em linhas gerais, o Opeth segue o caminho de abraçar o Rock Progressivo e In Cauda Venenum é uma evolução natural de seus trabalhos recentes. É um disco que merece ser contemplado calmamente, pois o sentir é parte necessária para uma experiência completa. Outro trabalho que merece a atenção do leitor.

Thank You Scientist – Terraformer
Outro álbum sobre o qual escrevi e o texto pode ser conferido aqui. É outro disco com fortes influências de Progressivo, onde outras diversas influências estão confluindo em suas canções – notadamente o Jazz. Melodias cativantes, muito dinamismo e alta competência técnica são convites para este ótimo álbum.

Bruce Springsteen – Western Stars
Com mais de quatro décadas de carreira e um sucesso inegável, chega a ser impressionante como Bruce Springsteen consegue ser consistente e relevante e, em seu 19º álbum de estúdio, continua capaz de comover e impressionar. Arranjos orquestrados ricos e envolventes são componentes essenciais de canções que surgem como páginas em branco para que histórias sejam contadas, muitas das vezes, evocando memórias da cultura hippie dos anos 60. Leve, sutil e emocionante!

Baroness – Gold & Grey
Mais uma das ótimas bandas atuais que segue fazendo trabalhos extremamente surpreendentes. Se em Gold & Grey o grupo não atinge o mesmo patamar do excelente Yellow & Green (2012), ainda assim a qualidade excepcional de suas composições e a imprevisibilidade dos caminhos sonoros escolhidos pelos músicos configuram uma musicalidade inquietante e desafiadora. Cada vez mais Prog e Alternativo – e menos Metal – a banda flerta bastante com o Jazz/Rock e com sonoridades acessíveis e palatáveis. O pecado: uma produção menos crua valorizaria bem mais as faixas e deixaria o ótimo Gold & Grey em uma posição mais alta nesta lista.

Stew – People
People é o álbum de estreia do power trio sueco Stew, e que apenas o conheci graças ao Test Drive do qual participei aqui na Consultoria. E a cada audição, o disco foi subindo no meu conceito. É um Hard Blues Rock repleto de alma, com composições fortes, riffs precisos, muita guitarra distorcida e solos efervescentes. Penso que o lendário Free é uma clara influência do conjunto, em um trabalho que sugere uma banda muito promissora.

Duel – Valley of Shadows
Outro álbum sobre o qual escrevi. Sem me alongar mais, este é o terceiro álbum do Duel, banda com dois ex-integrantes do Scorpion Child. Valley of Shadows traz o grupo fazendo um Stoner Metal contagiante, competente e empolgante. Nesta pegada Heavy/Hard retrô, o Duel se configura como um dos conjuntos mais cativantes devido à qualidade de suas composições.

Frank Carter & The Rattlesnakes – End of Suffering
Mais um trabalho sobre o qual comentei aqui. Em suma, terceiro álbum de estúdio do conjunto, End of Suffering é um disco denso e reflexivo, com uma musicalidade diversificada que abraça o Rock Alternativo, mas com toques efetivos de um Pop triste e melancólico.

Spirit Adrift – Divided by Darkness
Terceiro disco do grupo norte-americano Spirit AdriftDivided by Darkness é um presente para ouvidos fãs de Heavy Metal tradicional – como eu. As guitarras são um grande destaque, especialmente nos riffs contagiantes e pegajosos, em músicas pesadas que jamais abrem mão das melodias. O Metallica é uma referência óbvia e até pitadas de Jazz são presentes neste ótimo álbum.

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