LOUIS ARMSTRONG - WHAT A WONDERFUL WORLD

By Daniel Benedetti - agosto 14, 2019



What a Wonderful World” é uma balada pop composta por Bob Thiele (ou "George Douglas") e George David Weiss. Foi gravada, pela primeira vez, por Louis Armstrong e lançada, em 1967, como single, que liderou as paradas pop no Reino Unido. Thiele e Weiss eram ambos proeminentes no mundo da música (Thiele como produtor e Weiss como compositor / intérprete).

Louis Daniel Armstrong nasceu em 4 de agosto de 1901, em Nova Orleans, Estados Unidos, e tinha os apelidos de Satchmo, Satch e Pops. Ele foi um trompetista, compositor, vocalista e ator ocasional e, obviamente, uma das figuras mais influentes do jazz. Sua carreira percorreu cinco décadas, de 1920 a 1960, e diferentes épocas da história do jazz. Em 2017, ele foi introduzido no Hall da Fama do Rhythm & Blues.

Armstrong nasceu e foi criado em Nova Orleans. Tendo se destacado na década de 1920 como um trompetista e um cornetista inventivo, Armstrong foi uma influência fundamental no jazz, mudando o foco da música da improvisação coletiva para a performance solo.

Armstrong jovem

Por volta de 1922, ele seguiu seu mentor, Joe ‘King’ Oliver, até Chicago para tocar na Creole Jazz Band. Uma vez lá, ele fez contatos com outros músicos de jazz populares, reconectando-se com seu amigo Bix Beiderbecke e fazendo outros novos, que incluíam Hoagy Carmichael e Lil Hardin. Ele ganhou reputação em concursos e se mudou para Nova York, a fim de se juntar à banda de Fletcher Henderson.

Com sua voz instantaneamente rica e grave, Armstrong também foi um cantor influente, demonstrando grande destreza como improvisador, dobrando as letras e a melodia de uma música para propósitos expressivos. Ele também era muito habilidoso em cantar scat.

Armstrong era conhecido por sua presença de palco carismática e voz quase tanto quanto por seu toque de trompete. A influência de Armstrong se estende muito além do jazz e, ao final de sua carreira, nos anos 60, ele foi amplamente considerado como uma profunda influência na música popular em geral.

Armstrong foi um dos primeiros artistas afro-americanos verdadeiramente populares a realizar o chamado “cross over”, isto é, cuja cor de pele se tornou secundária à sua música em uma América que era extremamente dividida, na época, na questão racial. Ele raramente problematizou publicamente questões de raça, muitas vezes para o desalento de outros afro-americanos, mas assumiu uma postura bem divulgada de desagregação na crise de Little Rock.

Sua arte e personalidade permitiram-lhe acesso aos altos escalões da sociedade americana, altamente restrito aos homens negros.

Retornando a “What a Wonderful World”, uma fonte pesquisada alega que a música foi oferecida a Tony Bennett, que a recusou, embora o biógrafo de Louis Armstrong, Ricky Riccardi, conteste essa afirmação.

George Weiss relata no livro Off the Record: Songwriters on Songwriting, do lendário Graham Nash, que ele escreveu a canção especificamente para Louis Armstrong. Weiss foi inspirado pela capacidade de Armstrong de juntar pessoas de diferentes raças.

Por estar se apresentando no Tropicana Hotel, Armstrong gravou a música em Las Vegas no estúdio United Recording de Bill Porter. A sessão estava marcada para depois do show da meia-noite de Armstrong, e às 2 da manhã os músicos estavam instalados e a fita estava rolando.

O arranjador Artie Butler estava lá com os compositores Weiss e Theile, e Armstrong estava no estúdio cantando com a orquestra. Armstrong havia recentemente assinado contrato com a ABC Records, e o presidente da ABC, Larry Newton, apareceu para fotografá-lo. Newton queria uma música pop como “Hello, Dolly!”, ou seja, um grande sucesso de Armstrong quando o cantor estava na Kapp Records, então, quando Newton ouviu o ritmo lento de “What a Wonderful World”, ele tentou parar a sessão.

Newton foi trancado fora do estúdio por causa de sua interrupção, mas um segundo problema apareceu: apitos de trens de carga nas proximidades interromperam a sessão duas vezes, forçando a gravação a recomeçar.

Armstrong balançava a cabeça e ria das distrações, mantendo a compostura. A sessão terminou por volta das 6 da manhã, indo além do esperado. Para garantir que os membros da orquestra recebessem um valor pelas horas extras, Armstrong aceitou apenas um cachê simbólico do sindicato de músicos, de 250 dólares, por seu trabalho.

Interpretando o clássico

A letra celebra a beleza infinita das coisas simples da vida:

I see trees of green, red roses too
I see them bloom for me and you
And I think to myself, what a wonderful world

I see skies of blue and clouds of white
The bright blessed days, the dark sacred night
And I think to myself, what a wonderful world

The colors of the rainbow, so pretty in the sky
Are also on the faces of people going by
I see friends shaking hands, saying: How do you do?
They're really saying: I love you

I hear babies crying, I watch them grow
They'll learn much more, than I'll never know
And I think to myself, what a wonderful world
Yes, I think to myself, what a wonderful world

Inicialmente, a música não foi um sucesso nos Estados Unidos, onde vendeu menos de mil cópias pois Newton não gostava e não a promoveu, mas foi um grande sucesso no Reino Unido, alcançando o número um na principal parada britânica de singles. A faixa foi o single mais vendido de 1968 no Reino Unido.

A música fez de Armstrong o homem mais velho a liderar a parada de singles do Reino Unido até então.

Tony Bennett gravou “What A Wonderful World” várias vezes, como em 2003, com k.d. lang, prestando homenagem ao seu amigo Armstrong.

O distribuidor europeu da ABC Records, a EMI, forçou a ABC a lançar um álbum What a Wonderful World em 1968. Ele não repercutiu nos Estados Unidos, devido a ABC não promovê-lo, mas foi bem no Reino Unido, onde foi emitido pela Stateside Records e atingiu a parada britânica na 37ª posição.

A música gradualmente se tornou um clássico e alcançou um novo nível de popularidade. Em 1978, ela foi apresentada nas cenas finais do programa de rádio da BBC, The Hitchhiker's Guide to the Galaxy, o que foi repetido para a adaptação de TV, em 1981.

Em 1988, a gravação de Armstrong apareceu no filme Good Morning, Vietnam (apesar de o filme ter sido ambientado em 1965 - dois anos antes de ser gravada) e foi relançada como single, batendo o número 32 na Billboard Hot 100, em fevereiro de 1988. É também a música de encerramento do filme 12 Monkeys, de 1995.

Em abril de 2014, a gravação de Louis Armstrong havia vendido 2.173.000 de downloads nos Estados Unidos depois de ter sido lançada digitalmente. A gravação foi introduzida no Grammy Hall of Fame em 1999.


  • Compartilhe:

PUBLICAÇÕES RELACIONADAS

0 comentários