B. B. KING - THE THRILL IS GONE

By Daniel Benedetti - julho 22, 2019



Roy Theodore Hawkins nasceu em 7 fevereiro de 1903, em Jefferson, no Texas, nos Estados Unidos.

Pouco se sabe da primeira parte da vida de Hawkins. Em meados da década de 1940, ele estava atuando como cantor e pianista na área de Oakland, na Califórnia, onde foi descoberto pelo músico e produtor de discos Bob Geddins, que ficou impressionado com o estilo do cara.

Hawkins parece ter feito suas primeiras gravações quando tinha cerca de 45 anos de idade, para as gravadoras Cava-Tone e Down Town, em 1948. Sua banda, Four Jacks, incluiu o saxofonista William Staples, o guitarrista Ulysses James, o baixista Floyd Montgomery e o baterista Madison Little.

Roy Hawkins
Hawkins assinou com a Modern Records, em Los Angeles, no ano seguinte, e nela permaneceu até 1953. Ele teve seu primeiro hit com “Why Do Things Happen To Me”. Embora a música tenha sido escrita por Bob Geddins, enquanto Hawkins estava hospitalizado após um acidente de carro, ele a vendeu para Jules Bihari (também da Modern), e o single foi lançado com o crédito de composição dado conjuntamente a Bihari (sob o nome ‘Jules Taub’) e Hawkins.

Why Do Things Happen To Me” alcançou o 2º lugar na parada de R&B da Billboard, no início de 1950, e mais tarde foi gravada por B. B. King e por James Brown (como “Strange Things Happen”).

Hawkins continuou lançando singles pela Modern e teve seu segundo hit, em 1951, com “The Thrill Is Gone”, novamente co-creditada a Bihari, mas na verdade coescrita por Rick Darnell. O single contou com Maxwell Davis (saxofone), Willard McDaniel (piano) e Johnny Moore (guitarra), e alcançou a 6ª colocação na parada de R&B.

A canção foi posteriormente gravada por muitos outros artistas, incluindo B. B. King - cuja música se tornou sua canção assinatura - Aretha Franklin e Willie Nelson.

B. B. King gravou sua versão de “The Thrill Is Gone” em junho de 1969, para seu álbum Completely Well, o décimo-sétimo de sua carreira, lançado naquele mesmo ano.

A versão de King é um blues lento, com produção polida e o uso de cordas, os quais marcaram um ponto de ruptura tanto da música original quanto do material anterior de King.

A interpretação vocal de King dispensa maiores comentários, uma das mais fantásticas da história da música. Tão incrível quantos seus vocais, apenas o feeling absurdo de King na guitarra, com solos totalmente fenomenais!

Na gravação de “The Thrill Is Gone,” para Completely Well, além de King nos vocais e guitarra, estão Hugh McCracken na guitarra, Paul Harris no piano e órgão, Jerry Jemmott no baixo, Herbie Lovelle na bateria e Bert ‘Super Charts’ DeCoteaux no arranjo de cordas.

A letra reflete a sonoridade melancólica da faixa, com um enredo de fim de um amor:

The thrill is gone
The thrill is gone away
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away
You know you done me wrong, baby
And you'll be sorry someday

The thrill is gone
It's gone away from me
The thrill is gone, baby
The thrill is gone away from me
Although, I'll still live on
But so lonely I'll be

The thrill is gone
It's gone away for good
The thrill is gone, baby
It's gone away for good
Someday, I know I'll be open armed baby
Just like I know a good man should

You know I'm free, free now, baby
I'm free from your spell
Oh, I'm free, free, free now
I'm free from your spell
And now that it's all over
All I can do is wish you well

Quando a faixa foi lançada como single, em dezembro de 1969, a música se tornou um dos maiores sucessos da carreira de King, aparecendo no 15º lugar da principal parada norte-americana, a Billboard Hot 100, e se transformou em uma de suas canções assinaturas.

O single de 1969
A gravação de B. B. King lhe rendeu um Grammy de Melhor Performance Vocal Masculina de R&B, em 1970, e um Grammy Hall of Fame, em 1998. A versão de King para a música também foi colocada no número 183 da lista das 500 maiores canções de todos os tempos, da revista norte-americana Rolling Stone.

Memoráveis versões ao vivo da música foram incluídas nos álbuns de King: Live em Cook County Jail (1971), Bobby Bland e B. B. King Together Again...Live (1976) e Live at San Quentin (1991).

Depois de vários singles menos bem-sucedidos, incluindo “Gloom and Misery All Around”, uma canção de Jerry Leiber e Mike Stoller, Hawkins deixou a Modern Records, em 1953.

Hawkins gravou para uma série de gravadoras nos próximos anos, incluindo a Music City, para quem ele gravou como ‘Undertaker’. Suas últimas gravações foram feitas para a Kent Records, em 1961.

Seus últimos anos foram gastos trabalhando em uma loja de móveis. Hawkins morreu em Compton, Califórnia, em 1974.


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2 comentários

  1. The King, inigualável!!! Blog muito bem escrito e montado. Conteúdos que não se acham por aí... parabéns pela iniciativa e pela bela contribuição cultural!!!!

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